Nessa eu demorei pra crer. Estamos no processo de agendar as visitas em cemitérios e igrejas pra tentar realizar uma matéria que logo, logo – mas sem querer prever datas – estará presente aqui no blog.
Vamos fazer algo ligado à maneira como São Paulo fez para guardar seus mortos. Até aí, tudo tranquilo. Mas hoje, o responsável pela administração da Catedral da Sé disse que, “amanhã será impossível fazer filmagens internas pela visita da Princesa da Espanha aqui”.
Dá pra acreditar? O cara ainda mandou um abraço!
Dei um pesquisa e olha só. O nome dela Letizia Ortiz, nasceu em 1972, e, o melhor, ela é ex-jornalista.
Silêncio…
Sinceramente. Sou jornalista, gosto da minha profisão, mas (e sem machismo) se alguma princesa quiser se casar comigo, eu largo a profissão na hora.
Olha a foto da moça

Entrei em contato com a Arquidiocese de São Paulo e com a Catedral novamente e me informaram que ela saíra do Mosteiro São Bento, por volta das dez da manhã, e em seguida seguirá pra catedral.
Amanhã, então vamos gravar a primeira parte da matéria no pateo do colégio. Quem sabe no meio do caminho não topamos com ela e seus 1001 seguranças.
Acho difícil fazermos alguma imagem e mais ainda conseguir uma palavrinha, mas….visitem o blog amanhã.
Afinal de contas, quem sabe…
Depois de quase dez anos fechado, o Cine Marabá volta a abrir suas portas ao público paulistano. Situado na av. Ipiranga, ele é o primeiro de um projeto de reforma dos cinemas que formavam a antiga cinelândia.
Sugestões de pauta: escreva para jornalismo@fullinteractive.com.br
por Rodrigo Whitaker Salles
As fotografias deste ensaio (nem sei se é um ensaio! Aliás, o que vem a ser isso?) sobre São Paulo foram feitas com uma câmara 4 x 5 construída por mim mesmo, inspirado nas câmaras HOBO existentes no mercado americano. HOBO é uma espécie de andarilho, meio vagabundo, o cara que perdeu o emprego e vai em todos os lugares levando sua própria trouxinha, enfim, um cara que não tem teto, e que se abriga onde haja um que o acolha.
E foi exatamente este o fator que me atraiu, ou seja, andar por aí com uma 4 x 5 leve na mão, fazendo fotos com muita qualidade e selecionado ângulos e assuntos que me dissessem alguma coisa, sem um roteiro preconcebido, e livre das limitações de movimento e tempo que um equipamento de grande formato normalmente acarreta, mas com a qualidade do mesmo. Na cabeça, apenas a intenção de captar o que acreditava corresponder ao arquétipo da “paulicéia desvairada”, no dizer de Mário de Andrade. Para tanto, as fotos deveriam ser contemplativas, sinergizando expressividade, informação e alta qualidade técnica. Não como cartões postais que se vendem em aeroportos, que para mim são somente informativos, embora não os despreze, dentro de sua finalidade. Além disso, deveriam ser uma síntese do que aprendi em matéria de fotografia até hoje. Por isso, escolhi a sintaxe do branco e preto, onde me sinto bem à vontade, pois eu mesmo processo os negativos, de acordo com minhas calibragens, usando tempos de revelação diferentes para ajuste de contraste.
Depois, escolho o papel, seleciono filtro do contraste que acho adequado, amplio até ficar satisfeito com os resultados, utilizando-me de proteções e queimadas localizadas quando necessário, e selenizando as ampliações para exibição. Estava me devendo este trabalho, há muitos anos. Como se vê, num só trabalho, procurei ajustar a técnica a uma necessidade de ordem estético-expressiva. Na minha proposta não cabia realizar o trabalho em 35 mm ou em formato médio, pois sei que não me satisfaria plenamente. Por outro lado, sentia que sair na rua com uma 4 x 5 tipo Sinar e um tripezão, comprometido a arrumar toda a parafernália uma vez em frente a um assunto, com a conseqüente perda de tempo, chegada de curiosos e perguntas, etc., seria contraproducente.
Daí a solução da HOBO, que me pareceu exatamente o que estava procurando. Não me enganei. É claro que a minha câmara de foco fixo tem suas limitações, mas os benefícios conquistados superaram-nas em muito. Usei um tripé leviano em algumas situações, mas tudo chassis, fotômetro, câmara, tripé, filtro (um só, e de gelatina), tripé, caderninho p/anotações, enfim, o essencial, – podia ser levado numa sacola de fotógrafo comum, talvez um pouco maior, com pouco peso e possibilitando plena liberdade de movimentos. São Paulo é uma cidade que reflete bem nossa cultura importada e nosso povo. Ainda não aprendemos a respeitar e cultivar nossa própria história. Refiro-me à massa dos brasileiros em geral, obviamente.
Nossos ícones vivem fustigados pelo descaso. Não há um só que não carregue a marca do vandalismo. Também somos comodistas. Por exemplo. o Largo São Francisco, um lugar tradicional, onde se situa a famosa Faculdade de Direito, é um lugar imundo, com futum de urina, além de perigoso. A Praça do Patriarca tinha um belíssimo piso de pedras que formavam um desenho, uma espécie de rosácea. Recentemente foi violentado para instalação de cabos subterrâneos. Simplesmente tamparam o buraco deixado com uma laje e sequer se ocuparam em refazer o desenho. Sem mencionar mendigos e moradores de rua que infestam a cidade. Mas isso é um problema nacional, claro. Existe um movimento chamado “Viva o Centro” não oficial, que, espero, irá trazer algumas melhorias. Quero dizer ainda que meu trabalho não tem previsão para terminar. São Paulo é muito grande. Portanto, continuarei indefinida e descompromissadamente, quanto a horários e prazos, a captar ângulos desta cidade, sempre com minha HOBO.



Mais em http://www.photosynt.net/
Bomba explodiu nesta sexta-feira (25), na rua Boa Vista, em meio a uma manifestação de lojistas do metrô e bancários em greve.
Sugestões de pauta: escreva para jornalismo@fullinteractive.com.br

Um grupo de arqueólogos descobriu 2.344 utensílios domésticos do século 19 soterrados na cracolândia, no centro de São Paulo.
Foram encontrados pratos, xícaras, moringas, vasos, potes e até penicos, entre muitos outros. Os objetos são feitos de materiais como porcelana, cerâmica, louça e vidro e podem ajudar a contar a história da cidade. A maior parte está despedaçada e será reconstruída.
OS fragmentos foram encontrados em uma área de sete mil metros quadrados
“Foi uma grande surpresa. Normalmente não passa pela cabeça de um arqueólogo encontrar tantos vestígios tão bem preservados numa cidade como São Paulo”, afirma Paulo Bava Camargo, do grupo Zanettini Arqueologia.
Ricos e pobres
Entre os achados há objetos nacionais e importados. Alguns são finos, cuidadosamente pintados a mão. Outros são rústicos e até mesmo defeituosos. Isso sugere que naquela quadra conviviam ricos e pobres.
“No final do século 19, São Paulo estava dividida. Havia os Campos Elíseos e a República, áreas de ocupação mais nobre, e o Bom Retiro, onde viviam os imigrantes, os trabalhadores. Era no meio delas que se dava o encontro [das classes sociais]“, explica Bava Camargo.
Essa região era o coração de São Paulo. A poucos passos estão as estações ferroviárias da Luz e Júlio Prestes, construídas justamente naquela época.
No quarteirão escavado também foram encontradas pás, machadinhas, ferraduras e moedas -uma é de 20 réis, em cobre, e circulou entre 1886 e 1871. Isso mostra que, além de residencial, a área também tinha comércio. Os arqueólogos creem na existência, por exemplo, de uma estrebaria.
Da Folha de S. Paulo
Para quem curte cinema brasileiro, vale a pena ver Sábado, do Ugo Giorgetti, feito em 1994. O filme se num Sábado, na cidade de São Paulo. Uma equipe de publicidade ocupa o saguão do antigo Edifício das Américas, no centro da cidade, para a gravação de um comercial. Mas um elevador quebrado obriga equipe e moradores a dividirem o mesmo espaço. Desse convívio forçado surgem pequenos incidentes que tornam este sábado diferente de qualquer outro.
O que chama a atenção no filme é a excentricidade dos personagens. Todos são mais ou menos estranhos (destaque para a participação de Wandi Doriatiotto, Tom Zé e André Abujanra enterpretando vários dos personagens bizarros do filme). Isso está mais do que relacionado ao local onde está o Edifício, no Centro – um espaço da cidade por onde andam personagens excêntricos de todo o tipo. Uma região elegante e bonita, mas decadente ao mesmo tempo. Lembrando que o filme é de 1994, época em que o Centro ainda não tinha passado pelo processo de revitalização que teve início mais ou menos em 2000.
Tentei achar um trecho do filme no youtube, mas está difícil. Aqui tem um pedacinho que não diz muita coisa, mas…
Para quem se interessou, alugue ou baixe o filme de algum site. Vale muito.
Quero dar boas vindas a todos os visitantes do blog Nocentro. Esse espaço será dedicado ao Centro de São Paulo – está região tão excêntrica e dotada de uma beleza peculiar. Aqui vocês encontrarão todo tipo de informação sobre cultura, entretenimento, curiosidades, enfim…tudo o que for relativo ao centro. A proposta colocada aqui é a de interação. Leiam, assistam, ouçam e opinem sobre todo o tipo de material que será publicado aqui a partir de hoje. Entrem e sintam-se à vontade!